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Archive for Outubro, 2008

Praga, Primeiro de Outubro de Dois Mil e Oito. Saio para a ronda diária. Estou decidido a bater o recorde pessoal de dias consecutivos a encontrar caches, que se cifra actualmente em vinte e seis. Mas isso é um assunto que agora não interessa para nada. O que importa é a multidão! Pois é, uma pessoa já não pode andar às caches sossegadas, mesmo que não tenha combinado nenhuma caçada conjunta. Chego à primeira mesmo a tempo de ver um grupo de pessoas esconder o contentor. Mesmo ali debaixo dos meus bigodes. Nem se deram ao trabalho de olhar em redor. Ah pois é bébé, é assim que elas se vão, é quando não se tem o mínimo de cuidado com os muggles. Mas vá, sigamos, que isto estamos aqui hoje é para falar na multidão.

Chego à segunda do plano, a uns quatrocentos acidentados metros de distância. E é ai que esta alma fica parva. No meio do nada, quer dizer, de bosques e mais bosques sem nada de especial ou de interesse para as gentes humanas, está ali um cacho de pessoas, sem mais nem menos. Dois de bicicleta, dois a fazerem que namoram e um encavalitado numa árvore. Tudo às caches. Palavra de honra. Felizmente que tinha as coordenadas desactualizadas. Fui-me dali, curioso com tanta actividade. E quando me apercebi do erro, já só lá estavam os que faziam que namoravam, e que mesmo assim continuavam com o teatro. Tenho para mim que tinham o contentor nas mãos. Porque quando se afastaram fui encontrá-lo justamente onde se tinham instalado.

Bem, sigo para a terceira, trabalhosa, até porque ando manco e tive muito que trepar colina acima. Já quase de noite encontro-a, log feito, venho para baixo e que vejo eu. Outra vez os pinga-amor, desta feita para cima, quando já vou eu na rota descendente. Bem feita que cheguei primeiro, agora só tenho pena de não poder ter a desforra completa e fazê-los sofrer da forma como me fizeram a mim.

E dou o dia por completo. O que não sabia é que ia estar na caminha, bem quentinho, já perto da meia-noite, quando recebo um mail: nova cache em Praga. Onde? Ooops… a 400 metros de casa. Levanto-me e vou tentar o FTF ou não? Sim ou não? Sim. E quando decido está decidido. Foi sair a correr, quase com as calças na mão. A sorte bafeja-me: um eléctrico passa-me em frente quando me aproximo da paragem, de forma que 200 dos 400 são feitos a grande velocidade. O local conheço, claro, somos vizinhos. Assim que me aproximo ouço logo um Dobry Den, que é como quem diz, “boa noite”. Raios. Tenho já concorrência. Acaba por ser ele a encontrar a caixinha num local onde eu já tinha passado a mão, e depois de encetada a conversa, em bom inglês, concordamos em partilhar o apetecido FTF. Mas… qual FTF qual carapuça. Já lá estão… CINCO nomes. E esta hein? Em 15 minutos de vida, ou lá o que foi, a dona cache já levava 7 founds. É obra. Digo mesmo mais… é uma multidão que sufoca, esta comunidade de geocachers de Praga.

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