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Archive for Julho, 2010

E vão 6

Seis. Seis anos. Faz hoje precisamente seis anos que me registei no Geocaching.com e pouco depois caia a primeira cache. Foi precisamente a 31 de Julho que encontrei a “16 (silly name, isn’t it?) [Loulé]”. Sensação sublime, como sempre são as primeiras vezes do que quer que seja. Desde então, 2931 sensações idênticas, com todas as variantes possíveis. Caches encontradas, em extâse, em frustração, com indiferença, à pressa, com toda a calma do mundo. Em vinte países diferentes. Com amigos, sozinho, com a cara-metade e mesmo com desconhecidos. Pelo meio, 309 DNF, mais uns quantos que não registei porque no início não achava indispensável. Seis anos de aventuras, de experiências memoráveis. Obrigado Geocaching. Jeremy Irish, apesar de seres um pulha proporcionaste-me isto, mas a ti não te agradeço, porque a piscina de dólares onde nadas será agradecimento sobejante.

Para comemorar na medida do possível, dediquei a tarde de hoje ao Geocaching. Quatro caches encontradas, nenhum DNF, e uma das minhas reactivadas. Um balanço diário positivo, enquadrado por um balanço geral do mesmo género.

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Mesmo antes de iniciar a minha época portuguesa de 2010 dei um saltinho ao Cáucaso. Passei pela Geórgia e pela Arménia, dois países onde o Geocaching é marginalmente existente. Em Tibilissi, que acredito ser do conhecimento geral tratar-se da capital da Geórgia, existem duas caches e meia. Ou seja, duas caches com alguns founds mais uma que parece ser um enorme engano, e que nunca ninguém conseguiu encontrar, sem que seja arquivada. Dito isto, das duas existentes uma consumiu-me quase uma hora de pesquisa – que num país feito deserto de caixinhas não se pode desperdiçar nada. Mas foi em vão. Nada. A Mãe Geórgia, a enorme estátua que se ergue velando pela grande cidade, deveria ser a guardião de uma cache, mas pelos vistos adormeceu no cumprimento do dever, porque a verdade é que o contentorzinho desapareceu, como o seu criador confirmou umas semanas mais tarde. Como estava fora de questão juntar-me à fila de falhanços da tal cache que nunca foi encontrada, restou-me concentrar todas as esperanças de sair do país com pelo menos uma caçada de sucesso na terceira cache de Tibilissi. E foi sem grande história que cheguei aos desinteressantes jardins do hotel Hilton para assinar o logbook. Encontrada. Missão cumprida. Não foi preciso fazer uma viagem de contingência a uma parte do país dotada com uma das cinco caches restantes na Geórgia.

Já o caso arménio era mais bicudo. Era situação de um só tiro. Que é como quem diz, em todo o país só existe mesmo uma cache, por sorte em Yerevan, onde fiquei as 4 noites da minha estadia. Já não me lembro se ao segundo ou ao terceiro dia, lancei os pés ao caminho. A casa onde fiquei localizava-se a distância “andável”, mas na realidade os aparentes 2 km transformaram-se em bastantes mais, e ainda mais se contar o calor atroz que se fazia sentir. Portanto, chegar às imediações da cache não foi pêra doce, mas o mais complicado ainda estava para vir. Dizia a dica que o contentor se encontraria debaixo de umas pedras e tal… esqueceu-se foi de referir que toda a zona era uma plantação de calhaus. E que havia cobras. E que as cobras arménias não são para brincadeiras, que ao contrário da crença geral atacam mesmo, só porque estão mal-dispostas. E quando mordem, matam. Mas pronto… quando uma cache chama, passa-me aquela coisa pelos olhos e o que tem de ser tem muita força. Assim, foi mais de uma hora a levantar pedras e a saltar de rocha em rocha, para já em desespero de causa e com as lágrimas prestes a jorrarem a encontrei, num ponto cujos detalhes estavam bem longe de corresponder aos detalhes que se encontravam na segunda linha da hint. E foi assim que sai da Arménia com o troféu. Com um sabor amargo de boca, trazido por uma cache péssima, num local horrível.

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