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Archive for Abril, 2011

Kindle e Geocaching

Para começar e para quem não saiba  que é um Kindle, uma breve definição: trata-se de um aparelho de leitura de livros em formato electrónico, desenvolvido e comercializado pela Amazon, actualmente na sua versão 3. Trata-se do “bicho” que podem ver na imagem que se segue, e que adquiri há um par de semanas, depois de meses de indecisão (como leitor, não me convence, como se pode ler nesta minha análise, mas não é disso que hoje aqui se trata).

Como Geocacher este equipamento foi-me já bastante útil na área do chamado “paperless Geocaching”, ou seja, no transporte dos dados necessários para o achamento de caches sem a impressão e utilização de folhas impressas, com o seu ónus financeiro, funcional e ecológico.

O que há a fazer é “imprimir” a “listing” da cache que se pretende abordar em formato PDF. Existe software que o permite fazer de forma mais práctica, instalando uma impressora virtual no sistema (e estou a falar de computadores do universo Microsoft Windows) que funciona tal e qual como uma impressora normal, só que em vez de enviar o que se pretende para uma folha, envia para um ficheiro PDF.

Em teoria o Kindle permite ler ficheiros PDF. De forma geral é uma possibilidade apenas teórica, porque para livros nesse formato a legibilidade é nula. Só que para uma “listing” a coisa é aceitável, e como o dispositivo é altamente transportável e a sua tela é perfeitamente imune a reflexos e à concorrência de luz ambiente (nem é rectroiluminada) sendo bastante práctica.

É uma pena que o browser que vem instalado no Kindle 3 não permita carregar ficheiros HTML a partir da memória interna, ao contrário do que sucedia na versão anterios, o Kindle 2. Pouparia muito trabalho, e com o recurso a ferrmentas existentes, permitiria carregar no Kindle uma quantidade enorme de caches para consulta confortável no adequado monitor do equipamento. Mas isso não sucede e por isso o Geocacher que queira usar o Kindle para apoio à actividade terá que recorrer aos PDF, o que significa que terá que manualmente gerar os ficheiros de cada cache, uma a uma. Não é a solução ideal, mas serve muito bem para pequenas expedições, preparando-se apenas os PDF’s das caches mais complexas.

Há que considerar os cuidados  ter com o equipamento, que não tem a robustez de um GPS dedicado. O monitor é algo delicado e não é à prova de água. De resto, nada de novo para quem usa Smartphones ou TomTom’s para andar às caches.

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No âmbito do concurso Os Grandes Plásticos do Século, dei por mim a escolher as minhas caches favoritas, de entre as selecionadas para irem a votos. Das quase 4.000 caches que levo encontradas, apenas 73 se encontravam na tal lista, e dessas era-me pedido que ordenasse vinte por ordem de preferência. E aqui está o resultado:

1 Os Calvarios [Mertola] (Beja) – 2005
2 S. Miguel do Rio Torto 2 (Abrantes) (Santarém) – 2007
3 Hanging Gardens of Babylon [Setúbal] (Setúbal) – 2002
4 The Jump of the Water (Arouca) (Aveiro) – 2004
5 The Lost Nazi Mine [Arouca] (Aveiro) – 2005
6 Convento de Monfurado [Montemor-o-Novo] (Évora) – 2008
7 Convent of the Storks [Figueira da Foz] (Coimbra) – 2002
8 The Jewell of Saphire (Évora) – 2003
9 Half a Mountain (Setúbal) – 2003
10 Vinhos da Arealva (Setúbal)
11 J-ATBASH-te Banho? [VN1000F] (Beja) – 2004
12 Sal da Cobra [Figueira da Foz] (Coimbra) – 2006
13 The Lonely Lookout (Lisboa) – 2003
14 Sanatório Albergaria [Loures] (Lisboa) – 2005
15 Cave of Santa Margarida [Setubal] (Setúbal) – 2002
16 A Ponta do Cabo [Cabo Espichel] (Setúbal) – 2008
17 kit sobrevivencia-peninha (Lisboa) – 2005
18 Navarone’s Fortress [Trafaria] (Setúbal) – 2006
19 The Ways of Water (Santarém) – 2002
20 Forgotten Gardens [Oeiras] (Lisboa) – 2007

Da observação deste quadro, retiram-se duas conclusões:

  1. 70% das minhas escolhas incidem sobre caches criadas antes de 2007, e 0% sobre caches criadas nos últimos dois anos.  Tanto mais interessante quanto nos últimos dois anos terei talvez encontrado 50% do  meu total de “founds”. No final, quando os resultado global das votações for revelado, se verá se a impressão que a qualidade do Geocaching tem caído a pique a par com o aumento quantitativo de tudo o que está envolvido é uma obsessão privada ou algo mais real, apesar de raramente assumido.
  2. As minhas preferências ignoram o factor “contentor”. Sempre disse que os fãs dos contentores XPTO fariam melhor em se reunir no quintal das traseiras de um qualquer membro, levavam as suas criações artísticas, faziam a festa de forma económica, sem gastar gasolina e tempo, e tinham o seu prazer privado em condições ideais. Enquanto isso, continuarei a valorizar o jogo pelo seu valor intrínseco, pela descoberta de locais fantásticos e pelo desafio em os alcançar. Sinceramente, não consigo aceitar que uma cache se encontre a votos só porque um tipo um dia decidiu deitar-se sob um banco junto a uma igreja em Portugal – igual a milhares de tantas outras – e tenha escavado um alvéolo na madeira para albergar uma caixa. Não quando olho para a lista que acabei de indicar e para tantas outras caches que não pude incluir nas minhas preferências de voto.

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